Resposta curta
O ganho da caçamba britadora não se acumula porque ela brita o material, e sim porque esse material não sai do canteiro. Se você consegue reduzir no canteiro o entulho de demolição ou o rejeito de pedreira e usá-lo ali mesmo, as viagens de caminhão, o frete, a taxa do bota-fora e a compra de material para reaterro desaparecem ao mesmo tempo. Somando esses quatro itens, a conta de retorno muitas vezes fecha mais rápido do que o esperado. Por outro lado, se for preciso produção contínua e de alta tonelagem, uma usina de britagem fixa ou móvel rende mais do que a caçamba britadora.
O ganho está no transporte, não na britagem
Avaliar a caçamba britadora pela capacidade de britagem leva a uma conta errada; ela não tem como competir com uma usina de britagem. A pergunta certa é esta: esse material precisa mesmo sair do canteiro?
Quando o entulho de demolição sai do canteiro, você paga três itens: as viagens de caminhão, a taxa do bota-fora e o tempo. Depois, ao comprar material para o reaterro, paga o quarto item. A caçamba britadora elimina os quatro de uma vez, reduzindo o mesmo material a um tamanho que pode ser usado ali mesmo.
Nas obras urbanas, existe ainda um quinto item: as licenças de circulação de caminhões, as restrições de horário de trabalho e as reclamações dos vizinhos. Reduzir o número de viagens também alivia a pressão dessas restrições.
Como montar a conta?
- Estime a quantidade de material que sairia do canteiro (m³ ou t).
- Calcule a quantas viagens de caminhão isso corresponde e o custo por viagem.
- Some a taxa do bota-fora.
- Some o preço do material de reaterro que seria comprado de fora.
- Do outro lado, coloque o tempo de processamento da caçamba britadora e o custo da máquina nesse período.
- A diferença mostra quanto da caçamba aquele projeto paga. Repetida em alguns projetos, essa conta decide a compra.
O item mais esquecido na conta
O preço de compra do material de reaterro geralmente nem entra na conta, porque é pago por outra linha do orçamento. No entanto, é exatamente aí que a caçamba britadora rende de forma mais concreta: você deixa de comprar de volta o material que jogou fora. Uma conta feita sem esse item faz a caçamba parecer mais cara do que é.
Quando ela não é a ferramenta certa?
Se for necessária produção contínua e de alta tonelagem, a caçamba britadora não basta. Quando uma pedreira tem uma meta diária de tonelagem, uma usina de britagem móvel ou fixa é mais rápida e tem custo por tonelada mais baixo.
Se o produto exigir uma tolerância de granulometria estreita, a caçamba britadora tem dificuldade; trabalhos que exigem peneiramento e controle são trabalho de usina.
Se o material for muito duro e abrasivo, o consumo de placas de mandíbula desequilibra a conta. Nesse caso, pode ser mais econômico reduzir primeiro com o rompedor e depois alimentar a caçamba.
Se o projeto for de curta duração, a locação faz mais sentido do que a compra; se a caçamba for ficar parada a maior parte do ano, ela nunca se paga.
As condições para tirar rendimento da caçamba
- Mantenha a alimentação regular: encher a caçamba até a boca e forçar desgasta as mandíbulas e a máquina e reduz o rendimento.
- Separe o material antes: ferragem, madeira e terra atrapalham o trabalho da caçamba. A separação é feita antes da caçamba.
- Acompanhe as placas de mandíbula; uma placa desgastada reduz o rendimento e sobrecarrega o corpo da caçamba.
- Confirme a compatibilidade de peso e a compatibilidade hidráulica; a caçamba britadora é um implemento pesado e exige muito da máquina.
- Planeje desde o início onde o material produzido será usado. Material britado, mas não usado, não é ganho.
