Resposta curta
O pulverizador de concreto foi feito para esmagar o concreto e separá-lo da armadura; as mandíbulas são largas, e a força é voltada para o esmagamento. A tesoura hidráulica, por sua vez, foi feita para cortar metal; as lâminas são estreitas, e a força se concentra em uma única linha de corte. Confundir os dois é um dos erros mais caros no canteiro: tentar esmagar concreto com a tesoura cega e trinca o fio das lâminas; tentar cortar perfis grossos com o pulverizador deforma a mandíbula e sobrecarrega o mecanismo. Na demolição de concreto armado, a organização certa é usar os dois em sequência.
Dois implementos, duas distribuições de força diferentes
As mandíbulas do pulverizador de concreto apertam o material em uma superfície larga. Como o concreto é frágil, esse aperto o esfarela, e a armadura que está dentro fica livre. O objetivo não é cortar, e sim separar.
As lâminas da tesoura, ao contrário, concentram a força em uma linha estreita; a tesoura corta o metal como uma guilhotina. O fio das lâminas é endurecido para esse trabalho, e a afiação precisa ser preservada.
Para a lâmina da tesoura, o concreto é um material abrasivo e frágil: cega o fio, deixa microfissuras e reduz de forma permanente o desempenho de corte. O contrário também vale: a mandíbula do pulverizador não foi projetada para cortar metal grosso; quando forçada, ela se deforma e desgasta os mancais da articulação.
O custo concreto da confusão
- Concreto na tesoura: o fio das lâminas cega, trinca e às vezes quebra. Trocar o jogo de lâminas é o item de manutenção mais caro de uma tesoura.
- Perfis grossos no pulverizador: a mandíbula se deforma, e a articulação e o cilindro ficam sobrecarregados. O dano resultante não é desgaste, e sim dano estrutural.
- Trabalhar com o implemento errado também faz perder tempo: como o trabalho não rende, aperta-se o mesmo ponto de novo e de novo.
- A qualidade da separação cai: no concreto esmagado com a tesoura, a armadura não se separa de forma limpa, e a sucata perde valor.
A pressão para se virar com um único implemento
A causa da confusão geralmente não é falta de conhecimento, e sim a ausência do segundo implemento no canteiro. O operador segue com o que está montado. Por isso, é uma questão de planejamento tanto quanto de treinamento: na demolição de concreto armado, é preciso definir desde o início qual implemento será necessário em qual etapa, e esse implemento precisa estar no canteiro.
A ordem certa na demolição de concreto armado
- Divida a estrutura em pedaços com o rompedor ou o pulverizador de concreto; as massas grandes ficam em um tamanho manejável.
- Esmague o concreto com o pulverizador para separá-lo da armadura. Essa etapa define a limpeza da sucata.
- Corte com a tesoura a armadura exposta. Aqui a tesoura faz o seu verdadeiro trabalho, e as lâminas ficam preservadas.
- Passe o concreto restante pela caçamba britadora para reduzi-lo a um tamanho reutilizável.
- Quando essa ordem é pulada, cada etapa complica o trabalho da seguinte; a etapa mais pulada é a segunda.
Mandíbula fixa ou rotativa
Nos pulverizadores de concreto e nas tesouras, a mandíbula é fixa ou pode girar 360 graus. O modelo rotativo permite posicionar o implemento conforme o material e evita reposicionar a máquina o tempo todo.
Na demolição em altura e em espaços restritos, o ganho do modelo rotativo é claro. Já na separação feita no chão, o modelo fixo é suficiente e é mais leve.
O modelo rotativo tem um circuito de rotação separado, e a vazão desse circuito é diferente da do circuito principal de trabalho. A tabela de especificações tem duas linhas separadas; ao avaliar a compatibilidade com a máquina, é preciso comparar as duas.
