Resposta curta
A remoção de uma árvore não termina com um único implemento, e sim com dois ou três usados em sequência. A ordem geral é: soltar o solo em volta da raiz com o escarificador, segurar a árvore com a garra e derrubá-la junto com o torrão, recolher e carregar com a garra os pedaços de raiz e de tronco que sobraram e, por fim, acertar a cova com a caçamba. Se você tenta fazer tudo com um implemento só, ou a máquina fica sobrecarregada ou o trabalho fica pela metade; tirar a raiz junto com a terra depende de o solo em volta ter sido solto antes.
Três partes diferentes do trabalho
Quando as três partes são pensadas separadamente, a escolha dos implementos sai sozinha. Tentar fazer as três com um implemento só é a causa mais comum de perda de produtividade.
- Separar a raiz do solo: é um trabalho de corte e de afrouxamento. O escarificador entra em volta da raiz com o seu dente único e trinca o solo.
- Segurar e levantar a árvore ou o toco: é um trabalho de preensão. A garra segura o tronco com segurança e o derruba de forma controlada.
- Recolher e carregar os pedaços restantes: de novo trabalho da garra; a caçamba é lenta e suja nessa tarefa.
Por que a ordem importa
Uma tentativa de puxar sem soltar o solo em volta da raiz quebra a raiz e a deixa no solo. O torrão que ficou para trás vai ter que sair depois, e a segunda tentativa é mais difícil do que a primeira, porque não há mais tronco onde segurar.
Trabalhando na ordem certa, a árvore sai inteira, junto com o torrão. Isso elimina o segundo serviço e facilita o enchimento e o acerto da cova.
Na etapa da garra, a direção em que a árvore vai cair é definida antes. Uma árvore que cai sem controle pode danificar construções próximas, ou a própria máquina.
A garra não é alavanca
O erro mais comum na obra é enfiar a garra por baixo da raiz e usá-la como alavanca. A garra foi projetada para segurar; a carga lateral e o efeito de alavanca sobrecarregam os pinos das mandíbulas e o cilindro hidráulico. Quando a raiz precisa ser arrancada antes de o solo ter sido solto, o implemento certo não é a garra, e sim o escarificador.
O que fazer e o que não fazer
O que fazer
- Solte primeiro o solo em volta da raiz com o escarificador e só depois tente puxar.
- Defina antes a direção de queda e deixe esse lado livre.
- Segure o tronco com a garra no ponto mais equilibrado possível.
- Recolha os pedaços de raiz restantes no mesmo turno; um pedaço enterrado no solo é difícil de achar depois.
- Verifique antes se há redes enterradas; cavar em volta de uma raiz continua sendo escavação.
O que não fazer
- Não use a garra como alavanca ou pé de cabra.
- Não puxe a árvore direto sem soltar o solo; a raiz fica no solo.
- Não tente quebrar a raiz com o rompedor; o rompedor é feito para rocha, e um material fibroso absorve a energia.
- Não segure a árvore sem considerar a direção de queda.
- Não gire a máquina rápido com a garra carregada; uma carga balançando cria risco de tombamento.
O que decide a escolha do implemento
- Diâmetro do tronco e estrutura da raiz: uma árvore com raízes superficiais espalhadas e uma com raiz pivotante profunda não pedem o mesmo método.
- Solo: em terreno arenoso e solto a raiz sai com mais facilidade, enquanto em argila compacta a etapa de afrouxamento demora mais.
- Tamanho da máquina portadora: a garra e o escarificador são escolhidos pela tonelagem da máquina; montar um implemento grande em uma máquina pequena compromete o equilíbrio dela.
- O que vem depois: se a árvore é processada no local, a garra pode bastar; se ela vai ser transportada, a capacidade de carregamento também conta.
- Sensibilidade da área: em parques e jardins, limitar o dano ao solo passa a ser um critério de escolha.
