Resposta curta
Quando aparece rocha na vala, a escavação vira de repente outro trabalho, e a decisão se dá entre três critérios: a velocidade de avanço, a manutenção da largura da vala e a regularidade do fundo. O escarificador é o mais rápido, mas alarga a vala e estraga o perfil. O rompedor preserva melhor o perfil, mas é mais lento. A fresa de tambor dá o perfil mais preciso e é a mais lenta. Quem decide qual prevalece é o tipo de tubulação: em uma vala que pode ser aberta larga, a velocidade ganha; em uma vala que exige perfil estreito e preciso, ganha a qualidade do perfil. Por isso, a decisão começa pela especificação técnica, não pelo implemento.
Três implementos, três preços diferentes
Para escolher entre os três, só uma pergunta importa: quanto custa para você uma vala mais larga do que o necessário? Se a resposta for "material de reaterro e trabalho de compactação", a vantagem de velocidade do escarificador derrete rapidamente.
- Escarificador: é o que avança mais rápido e vai muito bem em rocha estratificada e alterada. O preço é uma vala mais larga e um fundo irregular. O volume de reaterro e o custo do material de reaterro aumentam.
- Rompedor: trabalha em rocha maciça e preserva a largura da vala melhor do que o escarificador. O preço é uma produção menor e um fundo que, mesmo assim, fica coberto de material quebrado.
- Fresa de tambor: dá as paredes laterais e o fundo mais regulares, com a menor vibração. O preço é a velocidade; em valas longas de seção larga, não é econômica.
Como a especificação técnica muda a decisão?
Em obras de tubulação, a largura da vala e a regularidade do fundo costumam estar definidas na especificação técnica, porque o material do berço sob o tubo e a compactação são calculados a partir delas. Uma vala alargada demais significa mais reaterro e mais compactação.
Por isso, o tempo ganho com o escarificador pode ser perdido no reaterro. A conta é simples: coloque lado a lado as horas ganhas com o escarificador e as horas extras de reaterro e compactação que ele exige.
Em valas urbanas, há uma terceira restrição: as edificações vizinhas e as redes enterradas. Quando a vibração precisa ser limitada, a fresa de tambor pode ser a única opção viável, apesar da desvantagem de velocidade.
Com redes enterradas, a escolha do implemento fica em segundo plano
Quando aparece rocha na vala, a primeira pergunta não é o implemento, e sim se há redes enterradas naquele trecho. Em volta de uma rede sinalizada, não se aprofunda com rompedor nem com escarificador; abre-se à mão ou com um método de baixo risco. A escolha do implemento é feita depois que a posição da rede estiver clara.
A ordem da decisão
- 1
Confirme de novo as redes enterradas
A rocha muda o plano de escavação, e a profundidade pode aumentar. Mesmo que a consulta de redes tenha sido feita no início da escavação, ela é refeita quando a profundidade muda.
- 2
Identifique o tipo de rocha
Estratificada e fraturada, ou maciça e sem fissuras? Se a ponta do dente do escarificador consegue entrar em um plano, o escarificador é rápido; se não consegue, ele apenas força.
- 3
Consulte a seção de vala da especificação técnica
Se a largura e a tolerância do fundo estiverem definidas, a escolha se reduz ao implemento capaz de cumprir essa tolerância.
- 4
Verifique a restrição de vibração
Se houver edificações vizinhas, patrimônio histórico ou instalações sensíveis, entra em vigor um limite de vibração, e o rompedor e o escarificador podem ser restringidos.
- 5
Compare a velocidade com o custo do reaterro
Coloque lado a lado o tempo ganho com o escarificador e o tempo extra de reaterro e compactação. Em uma vala curta, a velocidade ganha; em uma vala longa, ganha o perfil.
- 6
Escolha o implemento sem insistir em um só
O tipo de rocha muda ao longo da vala. O escarificador pode ser o certo em um trecho e o rompedor no seguinte; o tempo de troca sai mais barato do que uma hora gasta com o implemento errado.
O que fazer e o que não fazer
O que fazer
- Refaça a consulta de redes enterradas quando a profundidade mudar.
- Escolha entre escarificador e rompedor conforme a rocha seja estratificada ou maciça.
- Conheça desde o início da escavação a tolerância de largura da vala definida na especificação técnica.
- Se houver restrição de vibração, considere a fresa de tambor, apesar da desvantagem de velocidade.
- Se o tipo de rocha mudar ao longo da vala, troque também de implemento.
O que não fazer
- Não force o escarificador em rocha maciça; quem paga o preço é a união entre o corpo e o suporte.
- Não alargue a vala mais do que o necessário; mais escavação significa mais reaterro.
- Não tente acertar o fundo da vala com o rompedor; se for exigido um fundo regular, o trabalho é da fresa de tambor.
- Não aprofunde com implemento em volta de uma rede enterrada sinalizada.
- Não empurre a rocha quebrada para o lado com o rompedor; isso é carga lateral, e esse trabalho é da caçamba ou da garra.
Escolher a máquina em vala estreita
Em vala estreita, o problema muitas vezes não é o implemento, e sim a máquina: uma máquina grande não consegue entrar com o implemento na vertical dentro da vala, e trabalhar inclinado gera carga lateral.
Por isso, em valas estreitas e profundas, uma máquina menor com um implemento menor pode render mais do que uma máquina grande. O que decide não é o tamanho da potência, e sim a possibilidade de apoiar a ponteira perpendicular à superfície.
Tratamos do que é possível na classe das miniescavadeiras no artigo sobre espaços restritos.
