Resposta curta
A limpeza de terreno é feita de quatro trabalhos que se sobrepõem: retirar a vegetação da superfície, tirar as raízes, catar as pedras e lidar com a rocha enterrada. A produtividade vem de não tentar fazer os quatro em uma só passada: primeiro limpe a superfície, depois tire as raízes e as pedras e, por último, avalie a rocha enterrada que restou. O implemento certo muda em cada etapa, e o erro mais caro é insistir com o escarificador em vez de passar cedo para o rompedor quando aparece rocha enterrada.
Quatro etapas e o que cada uma pede
- Limpeza da superfície: mato, galhos e vegetação solta. A garra recolhe e carrega; a caçamba é lenta aqui e leva terra junto.
- Retirada das raízes: o escarificador solta o solo em volta da raiz, e a garra a levanta e recolhe.
- Catação de pedras: as pedras na superfície ou perto dela são catadas com a garra. Onde for possível usar uma caçamba peneira, a terra é separada e fica no local.
- Rocha enterrada: onde o escarificador para de avançar, o rompedor assume. Onde fica esse limite é uma decisão por si só.
Escarificador ou rompedor? Como enxergar o limite
O escarificador trabalha trincando e levantando o material; o rompedor, fragmentando. Na obra, o limite entre os dois não é definido por um valor fixo de dureza, e sim pelo comportamento observado: quando o escarificador passa por cima do material em vez de levantá-lo, quando as marcas do dente ficam na superfície e o avanço para, o limite foi ultrapassado.
Insistir com o escarificador custa mais do que tempo: o dente e os pontos de fixação dele ficam sobrecarregados e a hidráulica da máquina esquenta. Passar para o rompedor nesse ponto não é mais caro, é mais barato.
O contrário também vale: levar o rompedor a um material solto e estratificado desperdiça energia. O rompedor faz sentido onde o escarificador não consegue avançar.
Verifique as redes enterradas primeiro
A surpresa mais cara na limpeza de terreno é uma rede enterrada que não está em nenhum desenho: tubulação de irrigação, drenagem antiga, cabo de energia ou de telecomunicações. Consultar os órgãos e as empresas responsáveis antes de cavar sai mais barato do que perder um dia na obra. Em uma área duvidosa, a primeira passada é feita rasa.
O que fazer e o que não fazer
O que fazer
- Separe as etapas; não tente fazer tudo em uma só passada.
- Estoque a terra vegetal separadamente; no paisagismo e na agricultura, ela é o material mais valioso que existe.
- Decida cedo onde o escarificador não está avançando e passe para o rompedor.
- Junte as pedras catadas em um ponto da obra; elas podem servir de aterro ou para obras de contenção.
- Adie o trabalho em solo encharcado; o solo compactado dificulta as etapas seguintes.
O que não fazer
- Não insista com o escarificador em rocha dura; o dente e as fixações dele ficam sobrecarregados.
- Não misture a terra vegetal com o material que está embaixo dela.
- Não coloque raízes e pedras na mesma pilha; o uso posterior delas é diferente.
- Não comece uma escavação profunda sem verificar as redes enterradas.
- Não tente levantar pedra pesada com a garra fazendo alavanca; a carga lateral danifica os pinos das mandíbulas.
Três coisas que decidem a produtividade em terreno pedregoso
- Distribuição do tamanho das pedras: pedras pequenas e numerosas são separadas com caçamba peneira ou caçamba rastelo; pedras grandes e espalhadas são catadas uma a uma com a garra.
- Umidade do solo: a terra úmida e argilosa gruda na pedra e a eficiência da separação cai. O mesmo trabalho termina bem mais rápido em um período seco.
- Destino das pedras: se elas ficam na obra, o ponto de depósito é definido desde o início; se saem, a capacidade de transporte dita o ritmo do trabalho.
