Resposta curta
Antes de comprar um rompedor hidráulico usado, verifique quatro coisas: a identidade dele (plaqueta, modelo, número de série e disponibilidade de peças), o desgaste visível com o rompedor frio (folga das buchas, marcas na haste da ponteira, cabeçote dianteiro e alojamentos do pino de retenção, tirantes, marcas de vazamento), se ele segura a pressão (medição do nitrogênio) e como ele se comporta trabalhando em uma máquina adequada (ritmo, som, aquecimento, vazamentos). Uma trinca no corpo ou um reparo de trinca sem documentação e um número de série ilegível pedem desistir da compra, seja qual for o preço; um rompedor que não segura o nitrogênio, ou óleo saindo pela válvula de carga, indicam que ele não deve ser comprado sem ser aberto antes. Os outros defeitos são assunto de negociação; o custo de um kit de vedação ou de um kit de revisão é somado ao preço de compra desde o início.
Por que uma lista separada?
Explicamos como examinar documentos, registros e desgaste geral na compra de qualquer implemento usado no guia novo ou usado. O rompedor é diferente: ele tem gás sob pressão, um pistão que trabalha em alta velocidade e uma região da ponteira que se desgasta o tempo todo. A inspeção dele pede uma lista própria, e é ela que este guia traz.
Primeiro a identidade: que rompedor é, e dá para conseguir peças?
- Plaqueta: dá para ler a marca, o modelo e o número de série? Se não houver plaqueta, os documentos de venda informam o modelo? Em um rompedor com o número de série removido ou esmerilhado, não dá para rastrear nem as peças nem o histórico.
- Versão: o mesmo nome de modelo pode existir em versão silenciada (carenada) e de corpo aberto, ou em gerações diferentes, e as peças mudam de acordo.
- Disponibilidade de peças: antes da compra, pergunte, com o modelo e o número de série, se há kit de vedação, buchas e ponteiras disponíveis. Explicamos o que isso exige no guia sobre pedido de peças de reposição.
- Compatibilidade com a máquina: a classe de peso e a faixa de vazão do rompedor servem na sua máquina, e o suporte dele encaixa? Você pode conferir a compatibilidade com o seletor de rompedores.
Perguntas para o vendedor
- Em que tipo de trabalho ele foi usado? Um ano em pedreira e rocha dura deixa um desgaste diferente de um ano em demolição de concreto.
- Em qual máquina ele trabalhou? Um rompedor usado em uma máquina maior do que a classe dele sofre mais carga lateral; um rompedor usado fora da faixa de vazão e pressão desgasta antes da hora as vedações e as peças internas.
- Quando o kit de vedação, as buchas e a ponteira foram trocados pela última vez, e há nota fiscal ou relatório de serviço?
- Quando o nitrogênio foi medido ou carregado pela última vez? Um rompedor que precisa de carga com frequência está perdendo gás.
- O corpo já foi aberto? Se foi, por quem? Depois de uma desmontagem sem registro, os valores de torque e de nitrogênio podem ser incertos.
- Por que ele está sendo vendido?
Antes de acionar: a inspeção a frio
Apresentamos a ordem de inspeção da haste da ponteira, da folga das buchas, dos tirantes, das trincas no corpo, das conexões e dos pontos de graxa no guia novo ou usado; essas etapas valem sem mudança para o rompedor. Dois lembretes: a folga das buchas é avaliada medindo, não no tato (guia sobre buchas), e o significado das marcas na haste da ponteira está no guia sobre as marcas na haste da ponteira. As três verificações a seguir são específicas do rompedor.
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Leia onde estão as marcas de vazamento
Óleo vindo da região da ponteira geralmente indica a cadeia de buchas e vedações; óleo vindo de uma junta do corpo aponta para um tirante frouxo; óleo na base de uma conexão aponta para uma mangueira ou um anel O-ring. Em um rompedor recém-lavado essas marcas somem, então, se puder, veja o rompedor antes da lavagem.
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No tipo silenciado, olhe dentro da carcaça
Verifique as placas de desgaste dentro da carcaça externa, os blocos amortecedores e a fixação da carcaça ao corpo. Quando eles se desgastam, o corpo se movimenta dentro da carcaça; o ruído e a vibração aumentam e a carcaça pode trincar.
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Peça a medição do nitrogênio na sua frente
Peça ao vendedor que meça a pressão do nitrogênio na sua frente, com o kit de carga do rompedor e com o rompedor frio (a cerca de 20 °C), e compare o valor com o do manual. Se a pressão estiver muito baixa, ou voltar a cair em poucos dias, há vazamento de gás. Explicamos como a medição é feita no guia sobre a pressão do nitrogênio.
O teste na máquina
Ver o rompedor trabalhando é a etapa que mais informa antes da compra. O teste deve ser feito em uma máquina adequada à classe do rompedor e com a linha do rompedor regulada corretamente; um teste na máquina errada pode fazer um rompedor sadio parecer fraco, ou fazer um rompedor fraco parecer culpa da máquina.
- Espere o óleo esquentar e então acione o rompedor com a ponteira apoiada no material. Acionar com a ponteira no ar não informa nada e prejudica o rompedor.
- Ouça o ritmo: espera-se um ritmo regular e firme. Golpes rápidos, porém fracos, sugerem problema de nitrogênio, e golpes espaçados, problema de vazão ou de pressão; um ritmo irregular sugere vazamento interno ou problema na válvula de controle. Explicamos como interpretar o som no guia sobre o som do rompedor.
- Depois de alguns minutos, olhe de novo as juntas do corpo, a região da ponteira e as conexões.
- Verifique a temperatura do corpo; um rompedor que superaquece em um teste curto pode ter problema de vazão, de nitrogênio ou de vazamento interno.
- Observe as mangueiras; uma vibração forte pode indicar problema no acumulador ou na linha. Reunimos as causas, sintoma por sintoma, no guia de diagnóstico de falhas.
Quais sinais significam desistir da compra?
Os sinais da lista abaixo encerram a compra. Outros dois sinais a suspendem até que o rompedor seja aberto e examinado por dentro. O primeiro é o rompedor não segurar o nitrogênio, ou sair óleo pela válvula de carga: o óleo está passando para o lado do gás; a causa pode ser uma vedação ou o diafragma e tem conserto, mas a condição interna não pode ser conhecida sem abrir. O segundo são riscos profundos na superfície do pistão ou do cilindro quando o rompedor é aberto; isso não é trabalho para um kit de vedação, e sim para um reparo muito mais caro. Explicamos por que os dois são avaliados juntos no guia sobre pistão e cilindro.
- Uma trinca no cabeçote dianteiro, na região da ponteira ou nos furos dos pinos, ou um reparo de trinca sem documentação sobre a causa e sobre quem o fez.
- Um número de série ilegível, removido ou que não confere com os documentos.
- Um rompedor que não golpeia, ou golpeia muito fraco, mesmo testado em uma máquina adequada.
O que é negociável
Uma ponteira gasta, uma bucha no limite, uma vedação vazando, uma conexão amassada ou uma graxeira quebrada não impedem a compra por si só; o custo deles sai do preço. Defina qual kit é necessário com o guia kit de revisão ou kit de vedação; explicamos como as vedações são trocadas no guia de troca do kit de vedação.
Calculando o custo real
O preço de um rompedor usado é avaliado junto com o custo de colocá-lo para trabalhar: kit de revisão ou kit de vedação, se necessário, ponteira e buchas novas, um suporte para a sua máquina, um conjunto de mangueiras e algum ajuste na linha do rompedor. Somados esses itens, a diferença pode ser menor do que se esperava; mostramos como transformar isso em custo por hora no guia sobre o custo real de um implemento barato.
Com o modelo e o número de série em mãos, você pode nos consultar sobre a disponibilidade de peças e sobre o conteúdo do kit de que vai precisar. A HKM fabrica peças de reposição e ponteiras compatíveis com mais de 130 marcas de rompedor; envie a sua solicitação para sales@hkm.com.tr.
